junho 04, 2011

Não-soneto mental Ⅰ

Ultimamente essa idéia de não-existência anda me cercando, me empurrando para trás, e eu bato na parede. Não por sermos inexistentes e ilusórios, mas por sermos de uma totalidade que também inexiste nos parâmetros pertencentes ao senso comum.
Muitas coisas têm me jogado na parede. Leio, absorvo a idéia, desabsorvo. A guerra é contínua. Queremos paz mundial, mas guerreamos dentro de nós mesmos, infelizmente, ultimamente não no bom sentido. É tudo um grande caos absurdo, mudo e explícito, gritando para ser descoberto por olhos conscientemente cegos.


Pirei de vez.
Histeria. Mental.


Fazemos e vemos coisas que subjetivamente apenas são, objetiva-materialmente não existem. talvez seja isso errado. Mas se fosse consertado, seriamos divinos?


Talvez romper a barreira fosse bom.
Cabeça-oca. É geral.


O pensamento se perdeu. A vida se perdeu, a beleza se perdeu, a vontade se perdeu. Estamos em linha reta. Estamos em linhas paralelas. Nossa forma não é mais uma unidade.


Saímos do ritmo.
A verdade. Aqui. Um sussurro.



















Sem estilo, sonoridade muda, ortografia pecável, idéias sem comentários, repetição de crises, mania de perseguição, teorias jogáveis fora.

Bobo! Maluco! Melequento! Abominável!
Cadê minha boemia....