abril 14, 2011

Non Eczsite.

Eu poderia começar este texto em branco. Eu poderia terminá-lo em branco. Ainda posso. Não me farei entender. Ninguém entende o nada porque acha que é tudo. Mas tudo que é tudo é nada. Então o nada é tudo. Então somos surreais, irreais, imortais. Infantis eu quis dizer. Dá para compreender?
Cada um de nós é não uma reta, mas um círculo. Cada um de nós é infinito então.
Círculos abrem, círculos permanecem abertos, abandonados pelo pai do relógio que é um ancião no leito de morte. Círculos de fecham, mas nunca se apagam.
Eles nunca se apagam.
Nós apagamos, nossa infinitude permanece e perpetua. Mas isso porque somos tudo. Talvez sejamos nada.

Você é tudo ou nada?