junho 30, 2011

Ato 1, cena 3.

O silêncio ao apagar das luzes, o nervosismo. Uma garrafa de uísque antes do espetáculo começar, por favor.
As cores, os ângulos, a elegância. A ignorância e a realidade por trás.
Uma noite, meu bem, é só uma noite.
E nada é mecânico. Corte sua cena poeta. Onde está o ukelele?

Aqui, meus caros, é onde a vida acontece. Onde o público sente cada nota, e cada timbre só estará lá por uma noite. Esta noite. É pegar ou largar. É a vergonha, ou a glória. 

Apaguem as luzes; Fechem as cortinas. Diga-lhe que sua amante não mais lhe pertence.

E em meio à jogatina, a fantasia e ao alívio de fingir, aqui, meus caros, o mundo para.
É o mundo criado por Deus, e eu vejo em seu olhar, imagens de magnificência.