Das páginas em branco eu tranco dias, risos. Mas desses dias ociosos, além do ócio, me vem a solidão. A acepção das letras juntas não me parece certo, mas é o que meu acordeão toca, infinitamente, subitamente, interminavelmente. Parece uma afirmação para a atuação. Ela está no fim.
Meu balão vai flutuar.
Pra bem longe daqui.
Meu destino é a realidade.
Essa fantasia já têm nostalgia no sotaque, e a cada ação, eu vejo meu caixão. A canção terminou crianças. Este é o último refrão, depois vocês tem meu cartão. Mas por hora, as marionetes entraram na caixa. Para nunca mais. Daqui, para adiante. Para trás, o nunca mais.
E dessa solidão, nada. Dessa solidão, só a esquizofrenia aguda em grau terminal.
Adeus. O bigode já não é meu.