Sorriso estampado no rosto, perguntas bobas, a costumeira voz de criança. Os mesmos trejeitos, imperfeitos, com seus defeitos desfeitos por receios suspeitos. De longe me espreito.
Vejo um rosto exposto que gosto. me encosto na parede, à espreita de um tom de amarelo que me assombra. Me assombra em sonhos, desejos, lembranças. Me assombra porque é demasiado bom para mim. Me assombra porque dou por mim sugando resquícios desse sol.
Sol. Costumava ser a noite, eu costumava ser a Lua. Mas e daí, são histórias passadas, jogadas ao vento ciumento. Aquela com A, C, S, entrelaçadas, enamoradas, cantadas nessa estrada sem parada ou pousada na qual me encontro, elas me doem a cabeça, que já cansou de refletir.
Elas me doem o peito, que já cansou de se fingir.
Elas me doem os braços, que já cansei de estender. E fechar. Vazios, vazios.
Minhas rimas são falhas porque elas lembram você.