As pessoas voltam, e como voltam.
As pessoas dão reviravoltas.
Não é o mundo que dá voltas, mas seus habitantes
De existência tão complexa e subjugada, eles tentam, eles lutam, eles mudam,
mudam, se mudam, nos mudam, te mudam.
É tudo parte de um grande sistema capitalista, cruel e aperfeiçoável
mas quem sou eu para sequer falar, reclamar
Eu, que com tal brisa gelada no rosto, o semblante alaranjado de uma certa feição solar
que me acaricia com carinho, ternura e amor, muito amor,
aqui jogo palavras ao vento, sem que elas tenham sentido, sem pensar ou refletir.
apenas olho para o texto, esse vazio, apenas olho.
Não o vejo. apenas olho.
Não vejo, não. Vejo aquilo que quero, vejo o que lhe é corriqueiro, te transformo ao contrário
do teu olhar, transformo em poesia, te jogo água na cara e me ponho a correr.
Você sabe, sou tão travessa quanto essa vida de injúrias que estamos todos submetidos.
E futuro? Nós aqui, falando de vida, e você de futuro? Ah não, futuro não.
O futuro já passou, você é quem não sabe.
Eu reescrevo tudo que escrevo.
Eu sou dona do vazio.