Procurei direção e vi você.
Seu cachos voando no vento, todo bagunçado. Seu olho lagoa cristalina.
Clique.
No mesmo avião, era quente, era teu calor, sei disso. Os olhares trocados, o sorriso, o vermelho em mim, as palavras mudas. Meu coração em chamas, tão pesado e tão leve, você tão longe e tão perto.
Sua voz doce, tímida, meu sorriso sem graça, uma conversa qualquer.
Você pegou seu vôo, eu fui pra casa. Caminhos separados. Não fiquei triste, fui tua por minutos suficientes pra sorrir o resto do dia. E você?
O tempo parou enquanto a gente conversava, você percebeu?
Como seria se nosso caminho fosse o mesmo? Estaria agora conversando próxima a ti de novo?
Como seria se nosso caminho fosse mais longo? Estaria agora cantando pra ti de novo?
Iríamos à praia, ver as estrelas. Dançaríamos uma música invisível. Abraços trocados, amores fincados, peito aberto, roupas no chão. Café, nascer do Sol, risadas sem graça. E se morássemos porta a porta? Seria essa nossa história? Eu contaria a todos, se fosse. Eu passaria todos os dias nos teu braços, se pudesse.
Esse texto é sobre você, mas não só. É sobre a vida, sobre coincidências, sobre fios vermelhos e mundos paralelos.
Se nos cruzássemos na rua, você olharia pra trás? Correria atrás?
Gosto de pensar que sim. Mas talvez não. E esse é o bonito da história.
Às vezes uma boa história de amor não precisa de mais que um sonho bom, um caminho inteiro, um fio de esperança.
Até mais meu bem, te vejo no próximo vôo.