A gente deita no sofá, vou te dizer que já nem sei mais. Eu e você, não fazer nada que não tiver vontade, ou então só aqui, deitados, vendo o sol bater na janela, a tarde preguiçosa.
Eu to vendo o céu ficar laranja, e o teu contorno tá tão bonito. Eu quero levantar, amor, eu quero correr lá no nosso quintal e brincar com o cachorro. A gente deveria ir pra algum lugar?
Vamos mergulhar na praia, só nós dois. A gente tira a roupa e fica aqui, ninguém vai ver. Anda, pega o teu violão, toca alguma coisa pra nós dois... Eu amo os teu trejeitos, o teu assobio suave, teu beijo sem querer. Eu amo você.
Quero ter você aqui, sempre, nessa tarde de verão. Esse teu aconchego gostoso, o girassol na cabeça da cama, o peito leve encostando tua mão quente, e vice-versa, ou tanto faz. Vem pra cá, amor, e a gente pode fazer tudo que der na telha. Meu texto vai ser sem rima, tua música vai ser sem melodia, caminhando a gente vai. Você se importa? Eu quero um beijo.
Eu gosto do teu gosto de verão, de cereja doce. Eu to na contramão.