Você diz: "Eu rio das coisas mais bobas e escapo da solidão iminente. Você disfarça e não convém, eu te abraço e não convence". Nós sabemos que você se faz. Mas quem se faz por que quer?
A vida não é o que você espera, as pessoas não são o que dizem e você tá aí sentada, pagando pau a qualquer pilar que te pareça sólido. Você tá sem paciência e angústia não sossega no peito.
Você percebe que tudo foi por água abaixo quando o peito dói sem ninguém saber porquê. Ele dói porque quer doer, você se rói porque quer esquecer, mas não pensa em como manter. Destruir e reconstruir, sua mente é insana. Talvez doentia.
A gente sabe que você vê o fim. Que o fim não é o começo e que alguns círculos só se fecham na morte. Que quando dói a coisa esquenta, que quando dói fugir não é uma opção. Que aceitar o fim nada mais é que se encher de esperança em um meio de viver assim, continuar assim. Mas alguém tem que ceder, e em algum ponto um não vai querer, o outro não vai ser, nenhum de vocês vai ver quando a hora chegar.
Mas você sabe que está na pior.
Porque quando dói, dói pra valer.
E se dói em você, a partida já tem vencedor.
E o fim vai chegar.
Ah, a ilusão acabou, Oh! Coitadinho... Mas se você conhecesse coitadinhos...
Você finge e não me vê. Eu sorrio pra te querer.
E quando dói é pra valer.