março 31, 2012

Você leria as entrelinhas

Nem pensar. Se distância é o que mata,
Achei uma faca afiada que me serve muito bem.
Tento então, então, talvez, o espaço encurtar,
As amarras soltar, ter o riso nascer.

Sinto sem dó que palavras completam
Hoje -e sempre- o incompletável
Amanhã de ontem.
Mas quem se importa? Por ora...

Vamos brincar, vamos sorrir,
Quebrar nossos espelhos, partir é depois
Sem mais, sem menos.

Vemos amarrar o tempo e viver o nosso.
Que a memória não se desgaste, 
Que o círculo não se feche...

...Que o Destino não reescreva?

E se reescrever?
Passaríamos na rua, simples,
você de um lado, eu do mesmo,
você sentada e eu a esmo,
Sei um Oi ou sequer Olá,

Ah, não senhor,
Me traz a faca e deixa ela pra lá.