Achei uma faca afiada que me serve muito bem.
Tento então, então, talvez, o espaço encurtar,
As amarras soltar, ter o riso nascer.
Sinto sem dó que palavras completam
Hoje -e sempre- o incompletável
Amanhã de ontem.
Mas quem se importa? Por ora...
Vamos brincar, vamos sorrir,
Quebrar nossos espelhos, partir é depois
Sem mais, sem menos.
Vemos amarrar o tempo e viver o nosso.
Que a memória não se desgaste,
Que o círculo não se feche...
...Que o Destino não reescreva?
E se reescrever?
Passaríamos na rua, simples,
você de um lado, eu do mesmo,
você sentada e eu a esmo,
Sei um Oi ou sequer Olá,
Ah, não senhor,
Me traz a faca e deixa ela pra lá.