abril 18, 2012

Haha

E o andar sinistro dessa carruagem
Sem um misto de certeza só me leva a crer
Que a tua imagem é mais que o teu ser.
Uma bela sobremesa.

Se a consciência te pesa tanto assim
E te julga sem te dar porquês e afins,
Bom, talvez seja sua decência dando um fim à fuga
Imatura que perdura no teu sonhar.

E as lágrimas que um dia nasceram e caíram
Que frias seriam se soubessem que cresceram em vão
Perdidas no teu não, como as lástimas tardias que nunca chegaram.

Quem vai te amar senão eu? Quem há de te querer?
Uma mulher mais sombria que um breu de um beco à meia-noite
Que o ter é melhor que o eco dos carinhos que te dei.

Você não tem para onde fugir do lugar onde te deixaram,
Andando sempre só, a esmo, a estrangular os que ficaram
E ao partir, levar o rastro, intacto, só teu.
Uma mulher que só sabe evitar o estrago que se sucedeu.

Mas alguém vai te querer, mulher. Pra aliviar tua consciência.
Mas também pra dar cabo de tua existência milenar,
Só matando os que ficaram e então levando o que eu te dei.
Quem mais vai te deixar, mulher, senão eu?

Quem há de te querer mulher, senão eu?
Quem há de esperar mulher, senão eu?
Quem há de te deixar mulher, senão eu?
Quem há de ir e retornar, mulher,

Senão eu?