outubro 21, 2010

Uma canção ao pé do ouvido

Cobiça, desejo. A grande maçã, Ah! Perdição de Eva.
Ela me espera, ela dança bem em frente a meu coração de menina ainda relutante. É mais calor que meu pequeno corpo amarelado poderia suportar.
Errante em seu caminho, conduz a todos: homens, crianças, mulheres. Ah! Quem puder, que se salve.
As pernas longas, as plumas, as cores, as luzes. As letras. As luzes. Cercando-nos, matando-nos, lentamente, feito veneno doce. Feito cobra mestiça.
Tramas, feltros, sedas, organzas. Branco, amarelo, cáqui, fúcsia. O tec-tec-tec-tec dos já conhecidos bigodes idosos me perseguem em sonhos, estejam meus olhos abertos ou fechados. E a realidade me vêm. O espelho me alcança.
Numa lucidez imaginária e provisório, ponho essa tal massa encefálica a trabalhar, e não demora muito, praguejo.
Maldita hipocrisia dos imperfeitos. Maldita eu, adoradora de hipócritas.
Um brinde. Mas só se for de champanha adocicado com mentiras deliciosas.